Operação Navalha
Operação Navalha atuou no Distrito Federal e em nove Estados (Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, São Paulo), infiltrada nos governos federal, estadual e municipal. Segundo a Polícia Federal, a quadrilha desviou recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes.
Para obter vantagem nas licitações para obras públicas, a empresa Gautama pagava propina e dava presentes para as autoridades envolvidas. As investigações também apontam superfaturamento nas obras públicas dos estados citados.
Os governadores e funcionários dos estados que aceitaram o beneficiamento de vantagem indevida serão investigados a rigor. Durante a operação foram presos Alexandre de Maia Lago e Francisco Lima Junior sobrinhos do atual governador do Maranhão Jackson Lago acusados de facilitarem as irregularidades.
A Operação Navalha cortou a própria carne: o vice-diretor da PF, Zulmar Pimentel, é acusado de vazar investigações contra outros delegados. No mesmo inquérito são citadas as conversas gravadas entre o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o governador Teotônio Vilela investigados por suposta ajuda para as obras da Gautama em Alagoas.
Junho 23, 2007 às 12:32 am
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