
Já ficou para o passado destinar o papel da mulher apenas para cuidar da família e da casa. Hoje as mulheres são lutadoras e vencedoras. Podem chamar isso de discurso feminista.
Mas é resultado de inúmeras conquistas. Muitas mulheres do nosso meio social não estão inseridas no mercado de trabalho apenas por necessidades financeiras ou por causa do sistema capitalista, mas sim em busca de uma valorização maior e de uma satisfação pessoal.
Defender um ideal, correr atrás de um objetivo chega a ser sufocante para elas. Torna-se mais difícil , quando ela tem que desempenhar muitos papéis como mulher, mãe, esposa e profissional e também estudante (como esta que vos fala).
O mercado pediu e confiou e os homens perderam suas vagas e se calaram diante da força e da coragem delas que estão à frente de profissões que antes eram impensáveis. Passaram do fogão para a direção, não de carros, mas de caminhões.
De acordo com pesquisas do IBGE as vagas para mulheres caminhoneiras, tiveram um aumento de 5%, nas transportadoras da região sul do país e outros setores também apostam no desempenho delas a indústria como soldadoras e na construção civil que elas estão pintando paredes e lajotando.
Os homens as chamavam de sexo frágil quando elas apenas pariam imaginem o que dizem hoje? E o que sentem diante de tudo isso? Elas estão em evidência sim, me desculpem os homens. A liberdade social não é mais uma utopia de décadas atrás, hoje aqueremos estudar, entrar no mercado com o peito pra frente e sermos mais e mais femininas. Queremos cuidar do corpo e da mente, realizar fantasias eróticas, assistir um filme romântico, comer um chocolate, andar pelada em casa, dar gargalhada e fofocar ao telefone.
Isso é ter liberdade, não àquela dos fracos e oprimidos que outrora fora sufocada pela vergonha e pela boa educação. É sim aquela que nos deixa ser feliz.